Há 11 meses sem auxílio-alimentação, vigilantes do TJDFT protestam

Muitos trabalhadores da empresa Multserv dizem estar recorrendo a bicos para complementar a renda

Vigilantes da empresa Multserv fizeram um protesto nesta quarta-feira (31/10) para cobrar o pagamento do auxílio-alimentação retroativo devido aos trabalhadores. Os funcionários, que ocupam postos de vigilância no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), se reuniram em um estacionamento ao lado da sede da Corte para cobrar o cumprimento de sentença do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a qual determina a quitação dos valores.

A categoria alega que, com o julgamento do dissídio coletivo finalizado, determinando o pagamento de cláusulas contidas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), os trabalhadores continuam sem receber o benefício. Segundo o Sindicato dos Vigilantes do DF, o calote já dura 11 meses.

No alto de um carro de som, o deputado distrital Chico Vigilante (PT) cobrou da Multserv o acerto dos pagamentos. “Nós queremos que seja respeitada a decisão do TRT. Quem não cumpre decisão judicial, principalmente de alimentos, deveria ir para a cadeia”, reclamou o parlamentar.

Informalidade
Sem o auxílio para comprar comida, muitos vigilantes estão recorrendo a “bicos”, conforme mostrou o Metrópoles. Uma das colaboradoras da empresa diz estar há sete meses sem o benefício. Segundo informou a trabalhadora, o benefício tíquete não teria sido repassado durante o período de férias. Para ela, a situação mais grave é dos que trabalham durante os cinco dias da semana, na escala 5 por 2, e não conseguem arrumar uma renda extra.

Um dos funcionários, sob condição de anonimato, devido ao medo de uma possível retaliação da empresa, diz ter recorrido a “bicos” para complementar a renda de casa. Ele afirmou trabalhar como serralheiro aos fins de semana, pois o dinheiro faz muita falta dentro de casa. “É uma renda a mais. É dele [do tíquete-alimentação] que sai a comida da minha família. Prejudica muito no fim do mês”, desabafa.

Metrópoles entrou em contato com o escritório de advocacia que defende a empresa, mas foi informado de que só se pronunciariam após autorização do dono da Multserv. Até a publicação desta reportagem, a empresa não havia se manifestado

Fonte: Metrópoles


SindesvDF Sempre Vigilante em Defesa da Categoria

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