{"id":11409,"date":"2018-07-25T13:18:14","date_gmt":"2018-07-25T16:18:14","guid":{"rendered":"http:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/?p=11409"},"modified":"2018-07-25T13:18:14","modified_gmt":"2018-07-25T16:18:14","slug":"dia-da-mulher-negra-reforca-necessidade-de-luta-por-direitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/dia-da-mulher-negra-reforca-necessidade-de-luta-por-direitos\/","title":{"rendered":"Dia da Mulher Negra refor\u00e7a necessidade de luta por direitos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-11411 size-full\" src=\"http:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/25-07-18-B.png\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/25-07-18-B.png 700w, https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/25-07-18-B-300x171.png 300w, https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/25-07-18-B-150x86.png 150w, https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/25-07-18-B-250x143.png 250w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 18px;\">Nesta quarta-feira (25), mulheres negras de diversos pa\u00edses comemoram o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. A celebra\u00e7\u00e3o foi institu\u00edda em 1992, ano em que ocorreu o primeiro encontro de mulheres negras da Am\u00e9rica Latina e do Caribe, na Rep\u00fablica Dominicana. Aqui no Brasil, no mesmo dia, tamb\u00e9m \u00e9 comemorado o dia da Mulher Negra, em homenagem \u00e0 l\u00edder quilombola Teresa de Benguela, s\u00edmbolo da resist\u00eancia negra na regi\u00e3o do Vale do Guapor\u00e9, no Mato Grosso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 18px;\">Al\u00e9m de ressaltar a for\u00e7a e a hist\u00f3ria dessas mulheres, a comemora\u00e7\u00e3o tem objetivo de debater pautas espec\u00edficas, de acordo com as viv\u00eancias femininas em cada um desses pa\u00edses. Isso porque as condi\u00e7\u00f5es de vida das mulheres negras latinas e caribenhas merecem mais aten\u00e7\u00e3o. No Brasil, por exemplo, segundo dados da pesquisa Estat\u00edsticas de G\u00eanero, do IBGE, apenas 10% das mulheres pretas ou pardas completam o Ensino Superior, o que dificulta o acesso a melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho e remunera\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 18px;\">\u201cVivemos um per\u00edodo em que o ataque aos direitos \u00e9 vis\u00edvel. As a\u00e7\u00f5es desse governo ileg\u00edtimo nos classificam como \u00faltimas pessoas em termos de direitos, e a mulher negra \u00e9 a que mais sofre nesse cen\u00e1rio de retirada e acesso \u00e0s oportunidades\u201d, lamenta a\u00a0secret\u00e1ria de Mulheres da CUT Bras\u00edlia, S\u00f4nia de Queiroz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 18px;\">A dirigente enfatiza que, no Brasil, as mulheres negras recebem, em m\u00e9dia, 1\/2 do valor de sal\u00e1rios recebidos pelas mulheres brancas e 1\/4 dos valores de sal\u00e1rios recebidos por homens brancos, na m\u00e9dia geral do mercado. Ela ressalta que essas companheiras morrem numa propor\u00e7\u00e3o maior, sofrem mais abusos e estupros, s\u00e3o as maiores v\u00edtimas de viol\u00eancia obst\u00e9trica, al\u00e9m do racismo que lhes abate todos os dias.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 18px;\">\u201cGostaria de falar de avan\u00e7os, mas, precisamos reconhecer que a situa\u00e7\u00e3o de golpe em nosso pa\u00eds s\u00f3 agravou uma situa\u00e7\u00e3o que j\u00e1 era complicad\u00edssima. Por\u00e9m, acredito que as mulheres s\u00e3o capazes de fazer uma grande revolu\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da organiza\u00e7\u00e3o, enfrentamento e luta.\u00a0 Por isso, n\u00f3s, da CUT Bras\u00edlia, nos juntamos \u00e0 luta das mulheres negras latino-americanas e caribenhas e ressaltamos a necessidade de aprofundar o enfrentamento por direitos, democracia e transforma\u00e7\u00e3o\u201d, finalizou.<\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 18px;\"><strong>A data<\/strong><\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 18px;\">O Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha foi criado em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, Rep\u00fablica Dominicana.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 18px;\">No Brasil, a ent\u00e3o presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei n\u00ba 12.987 em 2014, que celebra o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Segundo a Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares, Tereza de Benguela foi uma l\u00edder quilombola que viveu durante o s\u00e9culo 18. Com a morte do companheiro, ela se tornou a rainha do quilombo e, sob sua lideran\u00e7a, a comunidade negra e ind\u00edgena resistiu \u00e0 escravid\u00e3o por duas d\u00e9cadas, sobrevivendo at\u00e9 1770, quando o quilombo foi destru\u00eddo pelas for\u00e7as de Luiz Pinto de Souza Coutinho e a popula\u00e7\u00e3o \u2013 composta por 79 negros e 30 \u00edndios -, morta ou aprisionada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><em>Fonte: Cut Bras\u00edlia<\/em><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>SindesvDF<\/strong> <\/span>&#8211; <em>Sempre Vigilante em Defesa da Categoria<\/em><\/p>\n<p class=\"wpf_wrapper\"><a class=\"print_link\" href=\"\" target=\"_blank\">Preparar para impress\u00e3o<\/a><\/p><!-- .wpf_wrapper -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta quarta-feira (25), mulheres negras de diversos pa\u00edses comemoram o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. 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