{"id":15186,"date":"2021-05-26T08:32:02","date_gmt":"2021-05-26T11:32:02","guid":{"rendered":"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/?p=15186"},"modified":"2021-05-26T08:32:02","modified_gmt":"2021-05-26T11:32:02","slug":"rede-varejista-e-proibida-de-contratar-pm-como-vigilante-no-df-e-em-estados-com-lei-impeditiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/rede-varejista-e-proibida-de-contratar-pm-como-vigilante-no-df-e-em-estados-com-lei-impeditiva\/","title":{"rendered":"Rede varejista \u00e9 proibida de contratar PM como vigilante no DF e em estados com lei impeditiva"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15187\" src=\"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/PMDF.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/PMDF.jpg 700w, https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/PMDF-300x171.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">11\/05\/21 &#8211;\u00a0A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou agravo da Companhia Brasileira de Distribui\u00e7\u00e3o\u00a0(Grupo P\u00e3o de A\u00e7\u00facar) contra decis\u00e3o que pro\u00edbe a contrata\u00e7\u00e3o de policiais militares do Distrito Federal para atuarem como vigilantes em seus estabelecimentos. A proibi\u00e7\u00e3o se estende aos estados em que as normas regulamentares da carreira p\u00fablica militar estabele\u00e7am dedica\u00e7\u00e3o integral ou exclusiva.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-size: 14pt;\">Contrata\u00e7\u00e3o<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Com mais de 800 lojas f\u00edsicas em 15 estados e no DF, a Companhia Brasileira de Distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 dona das marcas P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, Extra, entre outras. Em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) pretendia impedir que a empresa contratasse policiais militares para fun\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia patrimonial privada em todo o territ\u00f3rio nacional. Um dos argumentos era a exist\u00eancia de leis que imp\u00f5em a dedica\u00e7\u00e3o integral do policial militar e pro\u00edbem o exerc\u00edcio de qualquer outra atividade de natureza privada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Inicialmente ajuizada em Guaratinguet\u00e1 (SP), a a\u00e7\u00e3o, em raz\u00e3o da abrang\u00eancia da pretens\u00e3o, foi remetida ao Distrito Federal.\u00a0<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-size: 14pt;\">Dedica\u00e7\u00e3o exclusiva<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">O ju\u00edzo da 14\u00aa Vara do Trabalho de Bras\u00edlia acolheu parcialmente a pretens\u00e3o e determinou que a empresa n\u00e3o contrate policiais militares no DF nem nos estados em que existe a previs\u00e3o de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva e arbitrou multa de R$ 20 mil por descumprimento. Por\u00e9m, indeferiu a pretens\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos estados em que n\u00e3o haja essa previs\u00e3o ou proibi\u00e7\u00e3o expressa de trabalho em outra atividade.\u00a0<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-size: 14pt;\">Desgaste f\u00edsico e emocional<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">A empresa tamb\u00e9m foi condenada ao pagamento de R$ 300 mil por dano moral coletivo. Segundo a senten\u00e7a, a contrata\u00e7\u00e3o, nessas unidades da federa\u00e7\u00e3o, viola o interesse da coletividade. A decis\u00e3o foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10\u00aa Regi\u00e3o (DF\/TO). Entre outros aspectos, o TRT considerou que o exerc\u00edcio de outra atividade nos hor\u00e1rios de folga resulta no desgaste f\u00edsico e emocional do agente de seguran\u00e7a p\u00fablica, que pode acarretar baixo desempenho das atividades policiais ou at\u00e9 \u201cexacerba\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra os pr\u00f3prios cidad\u00e3os que o agente p\u00fablico deveria proteger\u201d.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-size: 14pt;\">Rela\u00e7\u00e3o complexa<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">O relator dos agravos em que a empresa e o MPT pretendiam que seus recursos fossem examinados pelo TST, ministro Breno Medeiros, explicou que n\u00e3o se discute, no caso, a situa\u00e7\u00e3o dos policiais militares que demandam, em centenas de a\u00e7\u00f5es, direitos trabalhistas decorrentes de sua atua\u00e7\u00e3o irregular como empregado. O objetivo da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica \u00e9 inibir o il\u00edcito da empresa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Salientou, ainda, que o debate envolve a complexa rela\u00e7\u00e3o entre a seguran\u00e7a p\u00fablica, a legalidade, a igualdade de condi\u00e7\u00f5es para o ingresso no mercado de trabalho e a sa\u00fade e a seguran\u00e7a do trabalhador.\u00a0<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-size: 14pt;\">Prote\u00e7\u00e3o da sociedade<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">O ministro observou que a Lei federal 7.289\/1984 (Estatuto dos Policiais Militares da Pol\u00edcia Militar do Distrito Federal) e diversas normas estaduais semelhantes preveem a dedica\u00e7\u00e3o integral \u00e0 atividade policial. \u201cMais do que diminuir a liberdade de contrata\u00e7\u00e3o das empresas ou de exerc\u00edcio profissional de policiais militares, as normas visam, na verdade, proteger um bem jur\u00eddico superior da sociedade, que \u00e9 a pr\u00f3pria seguran\u00e7a p\u00fablica, dever do Estado e direito de todos\u201d, afirmou.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-size: 14pt;\">Desvio de finalidade<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Na avalia\u00e7\u00e3o do relator, permitir a atua\u00e7\u00e3o privada de forma cumulada com a carreira militar, especialmente nos locais em que o regulamento veda a acumula\u00e7\u00e3o, atenua a pr\u00f3pria qualidade do servi\u00e7o p\u00fablico prestado e permite o desvio de finalidade do investimento institucional direcionado \u00e0 forma\u00e7\u00e3o e \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o desse servidor. Isso, a seu ver, n\u00e3o se coaduna com os princ\u00edpios constitucionais da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, em especial a legalidade, a moralidade e a efici\u00eancia.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-size: 14pt;\">Mercado de trabalho<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Outro ponto destacado pelo ministro foi a quebra do princ\u00edpio da isonomia na distribui\u00e7\u00e3o das oportunidades no mercado de trabalho e, consequentemente, viola\u00e7\u00e3o do direito dos trabalhadores civis regularmente treinados para o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de vigilante ou de vigia.\u00a0<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-size: 14pt;\">Interesse da coletividade<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Ao tratar do dano moral coletivo, o relator assinalou que o policial militar que trabalha, paralelamente, como vigilante particular, apesar de ser remunerado com dinheiro p\u00fablico, \u201cdespende sua capacita\u00e7\u00e3o e energia para servir empregadores privados no hor\u00e1rio que deveria estar descansando\u201d. Como consequ\u00eancia, n\u00e3o consegue exercer a atividade p\u00fablica com a dedica\u00e7\u00e3o e o esmero que ela exige. \u201cEssa circunst\u00e2ncia viola o interesse da coletividade de ver resguardada a efetiva seguran\u00e7a p\u00fablica, assinalou\u201d.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-size: 14pt;\">Extens\u00e3o<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Sobre o pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho de estender a condena\u00e7\u00e3o a todo o territ\u00f3rio nacional, o ministro afirmou que, sem regulamento que vede a contrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 ilegalidade nem possibilidade de atua\u00e7\u00e3o judicial. Para ele, caberia \u00e0s pr\u00f3prias corpora\u00e7\u00f5es militares, em conjunto com os \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o e os legislativos estaduais, empenhar-se para regulamentar e cobrar dos comandos militares a exig\u00eancia de dedica\u00e7\u00e3o integral ao of\u00edcio militar, por motivos de ordem sanit\u00e1ria e igualit\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Ficou vencido o ministro Douglas Alencar, que estendia a condena\u00e7\u00e3o a todo o territ\u00f3rio nacional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Processo: <a href=\"http:\/\/aplicacao4.tst.jus.br\/consultaProcessual\/consultaTstNumUnica.do;jsessionid=CF318E7B9A592F4B1BB92D3B961820C1.vm652?conscsjt=&amp;numeroTst=1621&amp;digitoTst=40&amp;anoTst=2010&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=10&amp;varaTst=0014&amp;consulta=Consultar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-senna-off=\"true\">AIRR-1621-40.2010.5.10.0014\u00a0<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">O TST tem oito Turmas, cada uma composta de tr\u00eas ministros, com a atribui\u00e7\u00e3o de analisar recursos de revista, agravos, agravos de instrumento, agravos regimentais e recursos ordin\u00e1rios em a\u00e7\u00e3o cautelar. Das decis\u00f5es das Turmas, a parte ainda pode, em alguns casos, recorrer \u00e0 Subse\u00e7\u00e3o I Especializada em Diss\u00eddios Individuais (SDI-1).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>Fonte: Tribunal Superior do Trabalho<\/em><\/strong><\/p>\n<p class=\"wpf_wrapper\"><a class=\"print_link\" href=\"\" target=\"_blank\">Preparar para impress\u00e3o<\/a><\/p><!-- .wpf_wrapper -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>11\/05\/21 &#8211;\u00a0A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou agravo da Companhia Brasileira de Distribui\u00e7\u00e3o\u00a0(Grupo P\u00e3o de A\u00e7\u00facar) contra&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":15187,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-15186","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/PMDF.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15186","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15186"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15186\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15189,"href":"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15186\/revisions\/15189"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15187"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15186"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15186"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15186"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}