{"id":15338,"date":"2021-07-15T15:21:13","date_gmt":"2021-07-15T18:21:13","guid":{"rendered":"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/?p=15338"},"modified":"2021-07-15T15:29:48","modified_gmt":"2021-07-15T18:29:48","slug":"ela-estava-fria-serena-diz-vigilante-que-impediu-sequestro-de-bebe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/ela-estava-fria-serena-diz-vigilante-que-impediu-sequestro-de-bebe\/","title":{"rendered":"&#8216;Ela estava fria, serena&#8217;, diz vigilante que impediu sequestro de beb\u00ea"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_15340\" aria-describedby=\"caption-attachment-15340\" style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-15340\" src=\"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/crescer.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/crescer.jpg 700w, https:\/\/sindesvdf.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/crescer-300x171.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-15340\" class=\"wp-caption-text\">Cristiane, 52 anos, \u00e9 a vigilante que aparece nas c\u00e2meras acompanhando a suspeita dentro do hospital (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/RPC\/Arquivo pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Um caso chocou o pa\u00eds no in\u00edcio desta semana. Uma mulher de 23 anos entrou em uma maternidade de Curitiba, no Paran\u00e1, vestiu um uniforme da enfermagem e pegou um beb\u00ea de um dos quartos, sob o argumento de que iria lev\u00e1-lo para exames. Felizmente, a suposta <a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Educacao-Comportamento\/noticia\/2020\/10\/com-medo-de-sequestros-mae-usa-pulseira-com-trava-de-seguranca-no-pulso-dos-filhos-e-causa-polemica.html\">sequestradora<\/a> foi barrada na sa\u00edda do hospital, presa pela pol\u00edcia, e a m\u00e3e p\u00f4de recuperar seu beb\u00ea em seguran\u00e7a. Foi no fim da tarde de segunda-feira (12).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">C\u00e2meras de seguran\u00e7a do hospital mostraram toda a movimenta\u00e7\u00e3o da mulher suspeita com o beb\u00ea nos bra\u00e7os, tentando sair do local. &#8220;Eu nunca tinha passado por uma situa\u00e7\u00e3o assim. Foi muito tenso, muito tenso. Ainda estou em choque, n\u00e3o posso imaginar uma m\u00e3e perdendo um filho&#8221;, disse Cristiane Ribeiro, 52 anos, que atua h\u00e1 oito anos na seguran\u00e7a do hospital. Ela, que \u00e9 uma das vigilantes que impediu que a mulher sa\u00edsse com a crian\u00e7a, trabalha no Grupo Intersept, que presta servi\u00e7o ao hospital. Ela tamb\u00e9m \u00e9 m\u00e3e, tem dois filhos de 30 e 36 anos e &#8220;cinco netos maravilhosos&#8221;, afirma, e contou em detalhes como tudo aconteceu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"><em>&#8220;Quando ela chegou na portaria, j\u00e1 estava com o beb\u00ea no colo. Eu estava ao lado da Lenice, a outra vigilante, que a abordou primeiro. Ela perguntou onde a mulher estava indo e onde havia consultado. A suspeita disse que\u00a0seu <a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Saude\/noticia\/2021\/07\/treinei-por-horas-manobras-no-travesseiro-admite-marcella-fogaca-apos-engasgo-de-gemea-com-leite.html\">beb\u00ea tinha engasgado<\/a> e que havia trazido ele para consultar na emerg\u00eancia. A recepcionista conferiu no sistema e n\u00e3o achou o nome dela. Lenice, ent\u00e3o, pediu que ela saisse pela portaria onde entrou. A mulher voltou para dentro do anexo, e eu olhei para ela e senti alguma coisa diferente. Pensei: &#8216;Tem algo errado&#8217;. Nesse momento, falei para a minha colega que iria segu\u00ed-la para ver at\u00e9 onde ela iria. Ela, ent\u00e3o, subiu para o primeiro andar e eu fui atr\u00e1s. Nesse momento, perguntei onde ela havia sido atendida. Ela respondeu que foi na pediatria e disse, novamente, que seu beb\u00ea chegou engasgado. Eu disse: &#8216;Ent\u00e3o, vamos at\u00e9 a pediatria para falar com a enfermeira que atendeu o seu beb\u00ea&#8217;. Fomos at\u00e9 l\u00e1, conversei com as enfermeiras e elas falaram que n\u00e3o tinham atendido aquele beb\u00ea. Ela disse, ent\u00e3o, que tinha entrado pelo pronto-socorro. Pedi que fossemos at\u00e9 l\u00e1.\u00a0A mulher n\u00e3o estava nervosa. Estava fria, calma, serena.<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"><em>Avisei que sem algum documento dela e do beb\u00ea, n\u00e3o a deixar\u00edamos sair. Ela argumentou dizendo que estava com pressa e que o marido estava do lado de fora esperando. Eu pedi que ela passasse a placa do carro para que eu localizasse ele e pegasse os documentos, assim, liberar\u00edamos ela. &#8216;Do contr\u00e1rio, n\u00e3o poderemos liber\u00e1-la&#8217;, falei. Deixei ela na sala da assistente social e fui procurar o marido. Sa\u00ed no p\u00e1tio, mas n\u00e3o encontrei. Foi, ent\u00e3o, que uma enfermeira desceu correndo, pedindo ajuda, dizendo que haviam roubado um dos beb\u00eas. Eu falei: &#8216;\u00c9 o beb\u00ea&#8217;.\u00a0 Ali, tive a certeza que ela tinha levado a crian\u00e7a. Corremos e j\u00e1 acionamos a pol\u00edcia sobre a tentativa de sequestro.\u00a0<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"><em>Um tempo depois de levar o beb\u00ea do quarto, a m\u00e3e foi at\u00e9 o balc\u00e3o das enfermeiras dizer que seu filho tinha sido levado para um procedimento e estava demorando muito. Como a enfermeira sabia que n\u00e3o tinha nenhum beb\u00ea em procedimento, saiu correndo para avisar que a crian\u00e7a havia sido levada do quarto.\u00a0Eu nunca tinha passado por uma situa\u00e7\u00e3o assim. Foi muito tenso, muito tenso. Ainda estou em choque, n\u00e3o posso imaginar uma m\u00e3e perdendo um filho&#8230; e sabendo que eu estava ao lado de uma pessoa que estava tentando roubar um beb\u00ea. Pensei muito e agradeci a Deus por ele ter estado conosco na hora e ter evitado que uma fam\u00edlia fosse destru\u00edda para sempre.\u00a0O que ficou foi uma sensa\u00e7\u00e3o de gratid\u00e3o \u00e0 Deus, primeiramente, uma sensa\u00e7\u00e3o de al\u00edvio&#8230; Uma mistura de sentimentos. Choramos muito, eu e a outra vigilante. Na hora que a m\u00e3e pegou seu beb\u00ea no colo foi muito emocionante. Foi uma sensa\u00e7\u00e3o maravilhosa de dever cumprido; eu cumpri com a minha obriga\u00e7\u00e3o e isso n\u00e3o tem pre\u00e7o.&#8221;<\/em><\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 14pt;\">O que se sabe sobre o caso<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">A mulher acusada de tentar sequestrar o beb\u00ea \u00e9 Talita Meireles, 23 anos. Ela est\u00e1 presa e deve responder por subtra\u00e7\u00e3o de incapaz. Em depoimento \u00e0 pol\u00edcia, ela disse, primeiramente, que venderia a crian\u00e7a para um vizinho. Mais tarde, afirmou que havia <a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Gravidez\/Saude\/noticia\/2013\/04\/entenda-o-aborto-espontaneo.html\">passado por um aborto<\/a> e pretendia fingir que o beb\u00ea era dela. No entanto, em entrevista ao G1, a pol\u00edcia afirmou que a hist\u00f3ria n\u00e3o procede.\u00a0&#8220;Ela disse que estava gr\u00e1vida e que teria sofrido um aborto, e no dia 27 de junho teria passado por procedimento de curetagem na Maternidade Curitiba. Estivemos l\u00e1 e isso n\u00e3o ficou comprovado. L\u00e1 consta que ela nunca esteve internada naquele hospital&#8221;, afirmou Ellen Victer,\u00a0delegada do N\u00facleo de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Crian\u00e7a e ao Adolescente V\u00edtimas de Crimes (Nucria).Nesta quarta-feira (14), a Justi\u00e7a determinou que a suspeita seja internada no Complexo M\u00e9dico-Penal (CMP), em Pinhais, na Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba. Ela tamb\u00e9m deve passar por um exame de sanidade mental. A defesa de Talita alega que ela estava em estado depressivo ap\u00f3s ter sofrido um aborto. De acordo com o advogado Paulo Jean da Silva, Talita sofreu o aborto no sexto m\u00eas de gesta\u00e7\u00e3o, no final de junho, est\u00e1 em estado de depress\u00e3o puerperal e \u00e9 &#8220;incapaz de responder pelos atos&#8221;.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 14pt;\">Nota da Secretaria da Sa\u00fade do Paran\u00e1<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Em nota, a Secretaria da Sa\u00fade do Estado do Paran\u00e1, respons\u00e1vel pela administra\u00e7\u00e3o do Hospital do Trabalhador, explicou que, &#8220;conforme protocolo de confer\u00eancia de documentos e pulseiras de identifica\u00e7\u00e3o\u00a0da m\u00e3e e do beb\u00ea, neste caso, n\u00e3o havia a pulseira na suposta m\u00e3e e apenas na crian\u00e7a.&#8221; &#8220;Imediatamente a mulher foi indagada sobre a falta da pulseira e solicitado seus\u00a0documentos, os quais, n\u00e3o foram apresentados&#8221;, disse.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">&#8220;O servi\u00e7o de\u00a0seguran\u00e7a do Hospital, comunicou a autoridade policial para conduzir a\u00a0mulher a delegacia e prontamente devolvida a crian\u00e7a a sua verdadeira m\u00e3e.\u00a0Reiteramos que os procedimentos de seguran\u00e7a adotados no Hospital foram\u00a0efetivos bloqueando a tentativa deste crime.\u00a0Importante registrar que a Maternidade do Hospital do Trabalhador possui 27\u00a0anos de funcionamento sem nenhuma ocorr\u00eancia desta natureza,\u00a0demonstrando a qualidade dos seus protocolos de seguran\u00e7a&#8221;, finalizou a nota da diretoria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Fonte: Revista Crescer | Globo<\/strong><\/p>\n<p class=\"wpf_wrapper\"><a class=\"print_link\" href=\"\" target=\"_blank\">Preparar para impress\u00e3o<\/a><\/p><!-- .wpf_wrapper -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um caso chocou o pa\u00eds no in\u00edcio desta semana. 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